UM TITANIC EDUCACIONAL
Prô Eduardo Simões
Pesquisa
recente, a queda do índice do IDEB em quase todos estados, mostra o naufrágio
do barco da educação brasileira, sobrecarregado pelo acúmulo de erros nessas
últimas décadas, e na proa dessa nau dos insensatos os mais clamorosos erros se
destacam: a crença de que é possível fazer uma revolução educacional sem professor,
e que o aluno não passa de uma máquina de aprender.
Na
vanguarda desses desatinos coloca-se o Estado de São Paulo, que resolveu
sobrecarregar a rede e os professores descontentes com os rumos da educação
estadual, fazendo um concurso após o outro, como a dizer: “não ache ruim,
porque não falta gente querendo o seu lugar”. E a qualidade e experiência do
professor? Aparentemente, para esse governo, não vale nada. Os militares foram
mais “espertos” e economizaram mais: criaram os professores leigos.
Quanto
aos alunos, a única preocupação das “autoridades” do país é com o resultado do
PISA, mandando a educação de volta para os anos 50-60, mas em desvantagem, pois
ao menos naquele tempo havia grandes pedagogos e uma miríade de professores,
muito bem embasados, questionando o valor das provas tradicionais como elemento
de diagnóstico ou promoção no sistema. Hoje nem isso.
Por
conseguinte, na educação brasileira ou avançamos para além da borda do
precipício ou recuamos para o que havia de pior no passado. A questão é saber
quando os passageiros desse titanic, vão largar o salão de festas, onde vivem
mergulhados no engano e na fantasia, e vão tentar salvar o navio, se é que ainda
tem conserto.
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